Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades

10 de junho de 2019 (segunda-feira)


Dia de Portugal

Este Feriado Nacional é representado pela data da morte de Luís Vaz de Camões, no ano de 1580 (apesar de existirem dúvidas esta é a última data conhecida). Após a implantação da república a 5 de Outubro de 1910, é publicado um decreto (12 de Outubro) com o objectivo de definir todos os feriados nacionais, dando a possibilidade aos municípios de escolherem um dia do ano para festividades municipais. Lisboa escolheu o 10 de Junho, em honra do poeta Luis Vaz de Camões.



Em 1933 com o regime do Estado Novo sob a direção de Antônio de Oliveira Salazar Contudo, o 10 de Junho começou a ser particularmente exaltado. Foi a partir desta altura que o feriado a ser festejado a nível nacional sob a designação de “Dia de Camões, de Portugal e da Raça.” Só a partir de 1978 é que se converteu a “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”. Com a colonização, Portugal levou o feriado aos cinco continentes, sendo comemorado em muitas partes do mundo, por muitos países Luso-descendentes.

História e curiosidades

Curiosidades sobre Luis Vaz de Camões

(fonte: wikipedia)

Camões viveu na fase final do Renascimento europeu, um período marcado por muitas mudanças na cultura e sociedade, que assinalam o final da Idade Média e o início da Idade Moderna e a transição do feudalismo para o capitalismo. Chamou-se "renascimento" em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da Antiguidade Clássica, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal humanista e naturalista que afirmava a dignidade do homem, colocando-o no centro do universo, tornando-o o investigador por excelência da natureza, e privilegiando a razão e a ciência como árbitros da vida manifesta. Pouco se sabe com certeza sobre a sua vida. Aparentemente nasceu em Lisboa, de uma família da pequena nobreza. Sobre a sua infância tudo é conjetura mas, ainda jovem, terá recebido uma sólida educação nos moldes clássicos, dominando o latim e conhecendo a literatura e a história antigas e modernas.



Pode ter estudado na Universidade de Coimbra, mas a sua passagem pela escola não é documentada. Frequentou a corte de D. João III, iniciou a sua carreira como poeta lírico e envolveu-se, como narra a tradição, em amores com damas da nobreza e possivelmente plebeias, além de levar uma vida boémia e turbulenta. Diz-se que, por conta de um amor frustrado, autoexilou-se em África, alistado como militar, onde perdeu um olho em batalha. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente.



Os testemunhos dos seus contemporâneos descrevem-no como um homem de porte mediano, com um cabelo loiro arruivado, cego do olho direito, hábil em todos os exercícios físicos e com uma disposição temperamental, custando-lhe pouco engajar-se em brigas. Diz-se que tinha grande valor como soldado, exibindo coragem, combatividade, senso de honra e vontade de servir, bom companheiro nas horas de folga, liberal, alegre e espirituoso quando os golpes da fortuna não lhe abatiam o espírito e entristeciam. Tinha consciência do seu mérito como homem, como soldado e como poeta.

A produção de Camões divide-se em três géneros: o lírico, o épico e o teatral. A sua obra lírica foi desde logo apreciada como uma alta conquista, sendo os Lusiadas a obra que atinge a epopeia portuguesa por excelência.