Dia de Santo António

13 de junho de 2018 (quarta-feira)


Dia de Santo António

O Santo António é o Santo mais popular de Lisboa. É natural de Lisboa, nasceu a 15 de Agosto de 1195 (data oficial). A sua popularidade deve-se sobretudo ao seu abandono da riqueza e uma vida dedicada aos pobres e aos mais necessitados, devoção a deus e aos milagres reconhecidos pela Igreja.

A cidade de Lisboa tem muitos testemunhos da devoção a Santo António, desde Igrejas, poemas, estátuas, museus e figuras nos mais diversos materiais. As biografias de Santo António contam que ele foi um grande pregador e durante os seus discursos conseguia reunir multidões.

Santo António nasceu em Lisboa mas viveu em várias cidades como França e Itália, pregando em missão contra os que pregavam doutrinas contrárias aos dogmas da Igreja. O feriado a 13 de Junho representa a data da sua morte, Santo António morreu em 13 de Junho de 1231, aos 36 anos de idade. Segundo consta nos manuscritos, logo que Santo António morreu as crianças de Pádua saíram pelas ruas a gritar que “O Santo morreu! O Santo morreu!”. Em Lisboa, cidade onde nascera, fizeram-se soar os sinos, o povo saiu para as ruas para saber o que se tinha passado mas a mensagem só passou mais tarde.

História e curiosidades

Hoje, o dia 13 de Junho, é um agradável feriado em honra de Santo António, onde se aproveita para festejar nos bairros da Sé em Lisboa, ver os desfiles das marchas populares, com manjericos, comer sardinhas assadas e caldo verde. A tradição das Sardinhas e do manjerico nunca ficou comprovada, pensa-se que está associado ao facto de que como é uma data festiva e são elementos da época, que começam na Primavera e em Junho, estão ótimos para serem trazidos para as festas de Santo António.



A tradição de Santo “casamenteiro” tem várias teorias, mas na verdade a principal é que Santo António segundo a lenda, era um excelente conciliador de casais. Existe também outro relato em “A Biografia do Santo do Amor”(2008) que relata o caso de uma jovem que pediu a Santo António que a ajudasse a casar com Filipe, o seu amado. Ela era de famílias pobres e por isso não tinha dinheiro para o tradicional dote, que era dado aos Pais do noivo. Comovido com a situação, Santo António juntou dinheiro de donativos e deu-o á rapariga para que ela pudesse casar.

Os milagres de Santo António são outro marco que, segundo a lenda, Santo António quando estava em França, foi um dia pregar à cidade de Limoge. Diz-se que conseguia ter 30 mil pessoas a ouvir os seus sermões o que o obrigava a fazer os sermões ao ar livre. Numa das ocasiões desabou uma enorme tempestade sobre a multidão, que ficou aterrorizada pela violência dos raios e dos trovões. Santo António aconselhou os ouvintes a ficar assegurando-lhes que com a ajuda de Deus não haveria chuva naquele sermão. O local onde estavam as pessoas ficou enxuto, enquanto que tudo ao redor ficou completamente encharcado.

Outro milagre muito popular é descrito que em Mação, o Santo António ia buscar lenha do outro lado do Tejo, a pedido da sua mãe, quando percebeu que quando queria voltar o barco e o barqueiro tinham desaparecido. Desesperado, Santo António pede ajuda ao Menino Jesus que apareceu para o ajudar. Deu-lhe indicação para que atirasse a lenha ao rio Ele o ajudaria a chegar ao outro lado. Diz a lenda que Santo António apareceu na outra margem com o Menino Jesus ao colo, que deu origem à imagem que hoje conhecemos representada com o Menino Jesus ao colo com grande cumplicidade e companheirismo entre os dois.

Conta a lenda da existência de outro milagre, em Pádua, quando um homem de nome Leonardo, confessou a Santo António um grande pecado. Leonardo tinha dado um pontapé à sua mãe. Santo António comentou que uma pessoa que comete tal ofensa deveria ter o pé cortado. Interpretando á letra as palavras do Frade, Leonardo cortou o seu próprio pé com a sua espada. A mãe deste correu indignada ao convento, queixando-se de que o frade que quase lhe tinha morto o filho. Santo António desculpou-se e explicou que não era aquela a sua intenção, acompanhou-a a casa de Leonardo e depois de muito rezar a Deus, conseguiu juntar a perna ao pé com tanta fé que estes se soldaram por milagre.



Cronologia:

  1. 1191/95 - Nasce em Lisboa a 15 de Agosto de 1195 (data oficial).
  2. 1202/09 – Neste período estudou na escola episcopal anexa à Catedral de Lisboa, durante cerca de 7 anos.
  3. 1210 - Ingressa no Mosteiro de São Vicente, como noviço, dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, nos arredores de Lisboa.
  4. 1212 – Neste ano passa para o Mosteiro da Santa Cruz ( pertencente ao mosteiro de Cônegos Regulares de Santo Agostinho).
  5. 1213/14 - Ingressa no Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra.
  6. 1220 – É ordenado Sacerdote, adota o nome de Frei António quando ingressa no Convento dos Olivais.
  7. 1221 - Embarcou para o Norte de África. Mas problemas de saúde fazem-no regressar a Portugal, no entanto, uma forte tempestade empurrou a embarcação para a Sicília, onde é recebido pelos franciscanos de Messina.
  8. 1222 – Ano em que conhece Francisco de Assis quando assiste ao Capítulo Geral da Ordem, em Assis. Foi nomeado pregador da Ordem.
  9. 1223 - Frei António ensina teologia e a sua doutrina bíblica aos frades mais novos.
  10. 1224 - Frei António vive em Vercelli.
  11. 1225 - Partiu para o Sul de França para pregar em Puy, Limonges, Aires, Toulouse e Montpeilier.
  12. 1226 - É nomeado "Custódio" dos frades menores da região de Limoges, guiando-os na difícil tarefa da evangelização, do trabalho de combate contra os que pregavam doutrinas contrárias aos dogmas da Igreja.
  13. 1227 - No final deste ano e após a morte de Francisco de Assis, regressa à Itália para assistir ao Capítulo da Ordem, em Assis. Foi nomeado Provincial da Itália Setentrional.
  14. 1228 - Na Basílica de São João de Latrão, em Roma, pregou diante do Papa Gregório IX.
  15. 1229/30- Conseguiu terminar os "Sermões Dominicais e iniciou a redação dos "Sermões Festivos".
  16. 1231 - Os problemas de saúde agravam-se e decide dirigir-se para Pádua. No caminho, em Arcella, a 13 de Junho, sofre de um colapso e faleceu, com 36 a 40 anos de idade.
  17. 1232 - É canonizado por Gregório IX, a 30 de Maio, na catedral de Spoleto. Até ao ano de 1568 é lhe venerado o título de Doutor da Igreja, um procedimento declarado mais tarde pelo Papa Pio XII no ano de 1946.